sábado, 20 de março de 2010

A mudança partirá de baixo pra cima (Lauro Araujo)

Domingo, 21 de junho de 2009, 10:56:31



Acompanhamos grandes transformações no decorrer do processo histórico de formação e desenvolvimento da humanidade, sejam em nas áreas das ciências humanas ou na cientifica, podemos perceber um grande avanço no desenvolvimento.

De certo modo temos dificuldade de identificar se os resultados dessas mudanças são positivos ou negativos. Vários fatores contribuem para nos deixar confusos e reflexivos sobre a maneira que devemos opinar sobre tal questão.

Entre as transformações sociais não há nenhuma com maior importância, do que o fato da “bipolarização” social. Ou seja, do desenvolvimento de duas classes sociais, os Dominados e os Dominantes. Uma relação histórica marcada exploração de uma classe sobre a outra e por sucessíveis conflitos.

No decorre dos anos a classe operário (dominada) aprendeu a se organizar e reivindicar melhorias. A princípio esse grupo não possuía uma ideologia classista formada, em outras palavras, uma visão marxista. Seus atos eram apenas pra reivindicar melhores condições de vida, sem questionarem a estrutura social na qual se encontravam.

Várias foram às manifestações realizadas com o intuito de tornar os meios de produções mais democráticos e conseqüentemente tornar a sociedade mais igual. Ainda que tenha de fato obtido vitorias no decorrer desse processo histórico “revolucionário”, o proletariado vive de certo modo estigmatizado, pois o objetivo principal das manifestações nunca fora obtido, que a democratização dos meios-de-produção.

É evidente que evoluímos muito nessa relação e que nós (proletariado) estamos num patamar ideológico mais avançado, nós “aproximamos” cada vez mais de obtermos a tão sonhada igualdade social. O maior obstáculo no qual nos deparamos é o fato da educação que está em um processo decadência, pois sucateada pelos dominadores, já que estes têm consciência do papel da educação como ferramenta transformadora da sociedade. Eles (dominadores) se apoderaram dessa ferramenta e a transformaram em o aparelho ideológico deles, o qual usam para doutrinar os indivíduos e torná-los cidadãos omissos e distante de todo e qualquer acontecimentos que os envolve, ou seja, não são inclusos em nenhum debate cujo tema seja SOCIEDADE.

Como citei anteriormente, estamos em um processo de aprendizagem, no qual desenvolvemos nossas habilidades pra lhe dá com toda essa maquina (esferas publicas) que ainda nos parece muito complexa, pois por mais que mexamos nela, nos enganchamos ainda mais, algo como uma teia de aranha.

As diversas organizações (entidades, grupos dos mais diversos segmentos), cobram respostas das esferas governamentais, no entanto em nenhum âmbito seus pedidos são atendidos. Nós (militantes) acabamos nos esquecendo que eles sempre criaram barreiras que irão dificultar nosso desenvolvimento dentro da sociedade, com o intuito de nos manter sempre como mão-de-obra.

Aos poucos envelhecemos e “poucas” são as mudanças obtidas por nós, comparado as mudanças que obteríamos se mudássemos nossa estratégia de atuação. Se realizássemos um plano de atuação voltado para atender a sociedade como um todo. Dando-lhes formação suficiente para ingressarem nas trincheiras de luta e junto conosco aumentasse a visibilidade da causa.

A mudança ocorrerá quando tivermos força física e ideológica suficiente para irmos buscar-las! Conquistá-las, caso contrário, ficaremos assim, estigmatizados, obtendo migalhas, avançando lentamente.

Não podemos nos esquecer que somos nós (povo) que damos força a sociedade e que apenas a nossa aliança mudará a situação. Como disse o grande Marx: Proletariados de todos os países, uni-vos!

Quando conseguimos realizar essa utopia de Marx alcançaremos assim uma sociedade de fato justa!

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