quinta-feira, 21 de abril de 2011

Centro de Referência da Economia Solidária (CRESOL) (Marcos Vinicíos)

Temos no Rio de Janeiro vários projetos de capacitação de formação de produtores de artesanatos, tecidos, gastronomia e outros. Temos experiência de construir o Banco do Povo, em Silva jardim, interior do estado. Temos fábrica de roupas que abriu falência, e os trabalhadores é que assumiu. Trabalhamos com diversos grupos de vários segmentos no objetivo de buscar aquele público mais vulnerável, dar assistência na inclusão a projetos sociais do governo. Um dos segmentos que temos um acompanhado com maior atenção tem sido o das mulheres e dos negros.

Temos alcançado números acima do que prevíamos de famílias atendidas. Muitas mulheres que são atendidas nos Centros de Referência de Assistência Social, recebem cursos de formação para cidadania, além de incentivo para autonomia financeira. Temos diversos produtos de qualidade, com a marca solidária, respeitando todas as clausulas do estatuto da Economia Solidária. Ainda participam de debates voltados para as principais bandeiras específicas das mulheres.

Na maioria das comunidades da região metropolitana do Rio de Janeiro, temos uma presença muito forte de afro-descendentes e migrantes de países da África como: Angola e Moçambique. Por isso surgiu a idéia de resgatar não só a cultura negra na idéia de difundi-la, como também prosseguir com objetivo central que é a de dar autonomia para esses grupos, através de cursos de capacitação de formação cidadã. Além de assistência técnica a comercialização dos produtos feitos

A Economia Solidária é um movimento que acredita que é possível construir uma nova sociedade que supere os dogmas do capitalismo. Sabemos que não podemos resolver todos os problemas do mundo, se não tivermos organizados coletivamente, respeitando a diversidade seja ela por grupos ou segmentos. Por isso sabemos que uma nova economia mundial é necessária para resolvermos os problemas econômicos que atingem diretamente grande percentual da sociedade. Propomos a substituição do capital econômico para o capital social. Sabemos de todas as catástrofes naturais, doenças epidemiológicas ou contagiosas, que ocorrem pelo fato de não darmos tanta atenção para o nosso meio-ambiente, acontecem por falta de um amplo debate com a sociedade. Achamos que os empreendedores solidários precisam ter responsabilidade. Também temos uma atenção grande quanto à valorização do trabalho, para com isso diminuir esta concepção de pirâmide a funções. Para acabar com o conceito patrão e empregado. Com isso iniciarmos o trabalho de cooperativismo e coletivismo, mas na via autogestão.”

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