quinta-feira, 19 de maio de 2011

Homem: essência e mutação ( Adriano Santana)

O homem é sempre o ser incompleto, um ser "em vias de", um ser da incompletude... Seres assim, nunca estão bem; esse estado sugere plenitude. Se Deus existe, somente ele está sempre neste estado de bem-estar-bem.

Meio angustiante? (srsrsr!) O existencialismo não só se compreende pelo homem, como também só é possível por estas características humanas. Por mais que tenhamos uma noção ideática do existencialismo, nunca o esgotamos em conceito. Aí, se encontra a inteligência dos existencialistas: criar um conceito que sugere está acompanhando continuamente o ser do homem em suas características continuamente mutantes.

Razão e Consciência neste homem lhe dão esboços da percepção de si mesmo, mas, nunca se deve esquecer o constante movimento em que se vive.

Por isso, como afirma o existencialismo, o homem constrói sua essência: talvez, alguns morram antes de consegui isso e, talvez, alguns nunca construam, porque essência é muito mais que idiossincrasia.

Quando penso o Homem, além de indivíduo, penso no conjunto e o percebo como uma espécie em evolução e, agora, estamos num estágio tal, desta evolução. Veja o que está se passando na educação, nas relações sociais, na auto-percepção, na gestão do tempo, das sociedades...

O conhecimento é possível:

1 - Pelas vias da utilidade (materialismo), isto é, possuimos saberes com uma utilidade específica, necessários na sociedade, dos quais esta sociedade necessita.

2 - Pelas vias do interesse: enquanto conhecimento, saberes: o que te interessa pessoalmente? O que desafia sua mente para ser compreendido por você?

Quanto ao ato de apreender e aprender comportamentos, afirmo sempre que o ser hétero tem muito disso, de aprendizado.
Penso, inclusive, que ninguém é gay nem hétero, a não ser no conceito. Somos seres tão em construção que ninguém é algo tão cristalizado. Estamos sempre sendo algo temporário, efêmero, porque nós mesmos somos efêmeros.

Então, veja bem: chegamos àquele pensamento inicial: fomos formados sócio-culturalmente para ser algo, mas o nosso devir interior, nossa constante mutação essencial pode alterar constantemente esse "ser social" formado.

Um comentário:

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