sábado, 31 de março de 2012

Call Center


Ambiente debilmente formado,
Pessoas a margem da sociedade
E cotidianamente discriminadas
Vislumbram naquela oportunidade
O complemento do ser para a etapa seguinte
Da vida, supostamente, menos triste.

Treinada de forma intensa
Para uma situação que não está propensa
Humilhado e desencorajado, segue
O caminho por acreditar na possibilidade
De atingir o fim se livrando do que for ruim.

Esses fatos só são possíveis,
Pelo fato da nossa política
Para as empresas externas, entrarem,
Se apossarem do que é nosso
E nos mostrar como uma coisa que foi dada por elas.
Para isso eles contam com a ajuda de algumas pessoas

Que apóiam sem saber
E por se sentirem parte
De uma coisa que não lhe pertence,
Mas que só existe graças ao seu trabalho
De aliciamento constante e disfarçado
Ao operador incapaz de desconfiar daquilo:
Que seja uma peça útil para aumentar o lucro
E inútil por ser de fácil reposição.
Para empresas estrangeiras que não contribuem
Para a sua formação.
Homens analfabetos, mulheres, idosos, negros e homossexuais
Se esses empregos nos são dados
É porque ninguém quer mais,
O baixo salário e a falta de assistência
Justificam a grande rotatividade do setor,
Que diminui a pessoa enquanto cidadã
E aumenta a dor daquele que imaginou
Ser feliz estar empregado numa multinacional
Residente em Salvador.

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