terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Eu conheço meus Heróis: CONJURAÇÃO BAIANA 1798 REVOLTA DOS ALFAIATES CONJURAÇÃO DOS BÚZIOS


"Um ato de coragem, para a liberdade"

Introdução:

A Conjuração Baiana,também conhecida como Revolta dos Alfaiates(ofício de seus líderes) e recentemente também chamada de Revolta dos Búzios,foi um movimento de carater emancipacionista(movimentos conspirativos de base iluminista,que tinha como objetivo a conquista da Independência do brasil), ocorrido no séc XVIII, na então capitania da Bahia,no Estado do Brasil.
Os Principais pontos da Revolução Baiana:
• Aumento salarial
• Abolição da escravidão
• Diminuição dos impostos
• Abertura dos portos
• Fim do preconceito
 

Com uma grande participação de escravos,e seus descendentes,negros e pardos,um grande numero de alfaiates, comerciantes e soldados. Seu principal lider foi Cipriano Barata conhecido como médico dos pobres e revolucionário, João de Deus do Nascimento e Manuel Faustino dos Santos Lira (este com apenas 18 anos de idade), além dos soldados Lucas Dantas e Luiz Gonzaga das Virgens, todos mulatos. Um outro destaque desse movimento foi a participação de mulheres negras, como as forras Ana Romana e Domingas Maria do Nascimento, Luiza Francisca de Araújo, Lucrecia Maria Gercent e Vicência.
Os revoltosos pregavam a libertação dos escravos, queriam um governo com igualdade,aonde as pessoas fossem vistas de acordo com a capacidadee merecimento individuais, além da instalação da República na Bahia e da liberdade dos comércios e o aumento dos soldados.
Tais idéais eram divulgadas, sobretudo pelos escritos do soldado Luiz Gonzaga das Virgens e pelos panfletos de cipriano Barata o "médico do pobres".
Naquela época o analfabetismo era altissímo, o estudo era para a "elite" ler e escrever era privilégio de poucos.Os boletins "sediciosos" como foram chamados os panfletos tiveram grande repercussão, pelo boca a boca, por boatos, pela fala do próprio povo e suscitado pela leitura de uns poucos alfabetizados e que assim traduzia o conteudo.



 

A revolta 


Em 12 de agosto de 1798, a cidade de Salvador foi cenário da maior revolta política social da história, o movimento precipitou - se quando algum de seus membros distribuiam os panfletos e afixavam e pontos estratégicos da cidade, Esquina da Praça do Palácio, Rua de Baixo de São Bento, Portas do Carmo, Açougue da Praia, Igreja da Sé, Igreja do Passo e Igreja da Lapa. O conteúdo dos boletins sediciosos era incendiário para a época. Revolucionário. Os panfletos defendiam a liberdade, a igualdade e se manifestavam contra a escravidão. Era demais para aquele Brasil colonial e escravagista.
Um desses panfletos declarava:
"Animai-vos Povo baiense que está para chegar o tempo feliz da nossa Liberdade: o tempo em que todos seremos irmãos: o tempo em que todos seremos iguais." (in: RUY, Afonso. A primeira revolução social do Brasil. p. 68.)

A autoridade reagiu, detendos-os, interrogados acabaram relatando os demais envolvidos centenas de pessoas foram denunciadas, militares, clérigos, funcionários públicos e pessoas de todas as classes sociais. Destas, quarenta e nove foram detidas, a maioria tendo procurado abjurar a sua participação, buscando demonstrar inocência.
Finalmente, no dia 8 de novembro de 1799, procedeu-se à execução dos condenados à pena capital, por enforcamento, na seguinte ordem:
soldado Lucas Dantas do Amorim Torres;
aprendiz de alfaiate Manuel Faustino dos Santos Lira;
soldado Luís Gonzaga das Virgens; e
mestre alfaiate João de Deus Nascimento
O quinto condenado à pena capital, o ouvires Luís Pires, fugitivo, jamais foi localizado. Pela sentença, todos tiveram os seus nomes e memórias "malditos" até à 3a. geração. Os despojos dos executados foram expostos da seguinte forma:


• A cabeça de Lucas Dantas ficou espetada no Campo do Dique do Desterro;
• A de Manuel Faustino, no Cruzeiro de São Francisco;
• A de João de Deus, na Rua Direita do Palácio (atual Rua Chile); e
a cabeça e as mãos de Luís Gonzaga ficaram pregadas na forca, levantada na Praça da Piedade, então a principal da cidade.
 

Esses despojos ficaram à vista, para exemplo da população, por cinco dias, tendo sido recolhidos no dia 13 pela Santa Casa da Misericórdia (instituição responsável pelos cemitérios à época do Brasil Colonia), que os fez sepultar em local desconhecido.
Os demais envolvidos foram condenados à pena de degredo, agravada com a determinação de ser sofrido na costa Ocidental da África, fora dos domínios de Portugal, o que equivalia à morte. Foram eles:
José de Freitas e Romão Pinheiro, deixados em Acará, sob domínio holandês; Manuel de Santana em Aquito, então domínio dinamarquês;
Inácio da Silva Pimentel, noCastelo da Mina, sob domínio holandês;
Luís de França Pires em Cabo Corso;
José Félix da Costa em Fortaleza do Moura;
José do Sacramento em Comenda, sob domínio inglês.
Cada um recebeu publicamente 500 chibatadas no Pelourinho, à época noTerreiro de Jesus , e foram depois conduzidos para assistir a execução dos sentenciados à pena capital. A estes degredados acrescentavam-se os nomes de:
Pedro Leão de Aguilar Pantoja degredado no Presídio de Benguela por 10 anos; 


O escravo Cosme Damião Pereira Bastos, degredado por cinco anos em Angola;
Os escravos Inácio Pires e Manuel José de Vera Cruz, condenados a 500 chibatadas, ficando seus senhores obrigados a vendê-los para fora da Capitania da Bahia;
José Raimundo Barata de Almeida, degredado para a ilha de Fernado de Noronha;
Os tenente Hemórgenes Francisco de Aguilar Pantoja e José Gomes de Oliveira Borges, permaneceram detidos por seis meses em Salvador; Cipriano Barata, detido a 19 de setembro de1798, solto em Janeiro de 1800


Conclusão

Foi uma revolução que reuniu a população negra que sonhava e lutava por uma república democrática e pelo fim da escravidão envolveu indivíduos de setores urbanos e marginalizados na produção da riqueza colonial.Seus ideais mantiveram-se vivos e ressurgiram em 1822-1823, nas lutas pela Independência do Brasil.

Em 4 de março de 2011,a presidente Dilma Roussef reconheceu a importância dos Líderes deste movimento lhe considerando Heróis para o Estado Brasileiro a partir do projeto de Lei do Deputado Federal Luiz Alberto, por meio da Lei 12.391,os 4 líderes da Revolta dos Búzios foram incluidos no livro dos heróis Nacionais,conhecido como Livro de Aço do Brasil

Bibliografia
TAVARES,Luiz Henrique Dias. História da Bahia(10a. ed.). São Paulo: Editora UNESP; Salvador (BA): EDUFBA, 2001. 544p. il. mapas.ISBN8571393702
Texto produzido por Lielle Kamilla

2 comentários:

  1. Parabéns pelo bom texto e pelo oportunismo em apresentar esses temas num momento em que o "Governo" brasileiro tenta reaver e reconhecer a história e a importância desses heróis. A minha queixa é porque que as imagens utilizadas não apresentam créditos??? Existe uma campanha na internet relacionada a esse tipo de atuação e acho que vcs deveriam acatar, colocando os créditos em todas as ilustrações apresentadas nas postagens do blog.

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  2. Olá espero que alguém de vocês deste blog leia este amail, pois estão ferindo os direitos autorais de vocês no youtube. E ainda por cima estão atacando vocês como racistas. O vídeo Cotas. Essa conversa não é sobre você Full HD.flv foi baixado e reoclocado com outro título "Jovem negra racista diz o que pensa sobre os brancos da classe média".
    http://www.youtube.com/watch?v=xbQhkjQXcoo

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