domingo, 14 de abril de 2013

CONVERSINHA ATOA ENTOA





Outro dia encontrei um grande amigo
Que me disse,_ o poeta é banido!
Pensativa percebi o seu sarcasmo
E calada escutei por um bocado

_Hoje em dia toda rima é a colhão
Ventania, perspicácia e papelão
Vão tentando mendigar o mesmo pão
Sem saber que a rima é coisa pouca

Poesia é assunto de outras doutas
E de doutos, aprendendo tantas cousas
Sentimentos de uma alma contundente
Numa vida gentil amarga mente

Poesia é o que rasga da garganta
Revelando o todo e tudo que levanta
Depois de retalhar a própria alma
Catálises, ventanias e ”saaras”

E mergulhando mais profunda mente
Nada mente o poeta de verdade
Se dissipa de toda vaidade
E se dedica obediente a criar

A navegar, a bem amar
E morrer disso
Entoando um canto enobrecido
De rubro sangue e rubro afinco

Engolfando as más caretas
Que têm as mil caras falsetas
repudiando as vigarices
Mal caráter e más perdizes

Que se fingem aprendizes
dos versos copiados
e quanto aos enxovalhos
deixo a deixa aos patetas

que mal fingem ser poetas
com a máscara da caretice
fingem até que são tristes
e mal sabem da verdade

a honra dos antigos vates
estão nos fatos
e não nos “achos”,
Ai de quem finge que sabe !
Ai de quem finge que é vate!”

e me peguei bailarina
dançarina na minha vida
entendido seu recado
digo ao “acho” eu não acho
e da certeza só duvido
e às pernas e aos ouvidos:
__equilíbrio meus amigos...
Pois a vida perde e pode
Pro humilde e pro esnobe
Tudo desce e tudo sobe !!

(Luz Marques)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

utilize a sua inteligencia...