sábado, 17 de agosto de 2013

A Tecnologia e a Questão Racial

Em muitos anos - poucos comparados a outras pessoas - de militância, pouco vejo falar da relação entre tecnologia e debates das questões raciais. Fui agraciado a viver em dois mundos, os das questões sociais com grande e quase total ênfase no debate racial e o da tecnologia exata, impessoal e objetiva acima de tudo, porém, “algo” me incomoda esse “algo” é o simples fato de que poucos se atem a lógica da forte ligação que existe entre esses dois mundos.
Tecnologia ao pé da letra (seguindo a risca seu significado) é o estudo das técnicas, e só se desenvolve com a necessidade do homem ou da sociedade a qual ele está inserido, e hoje o desenvolvimento tecnológico é um dos principais fatores que tornam um país desenvolvido, mas o que é ser desenvolvido? Ter a maior parte do dinheiro corrente na mão de poucos e deixar que eles determinem o que é prioridade e o que pode esperar mais um pouco ou ter uma boa distribuição de renda entre todos e fazer com que a maioria da população determine como o país deve investir seus recursos.
O ponto é que no ambiente acadêmico das exatas não se discute a questão social que no Brasil curiosamente (só que não) se mistura a questão racial, sendo que é o mundo das exatas que demandam boa parte da movimentação financeira não só aqui no país, mas no mundo (vide parte das maiores corporações do mundo serem do ramo digital ou das telecomunicações) e afeta diretamente a parcela populacional que não teve oportunidades de compartilhar de tais conhecimentos (observe que nesse ponto entro, mesmo sem querer, no debate político social) sendo assim observa-se uma incoerência, ou algo estrategicamente muito bem bolado, até porque pode-se pensar que o que se está em prática é a velha lei da: Dependem de mim e não me importo com eles.


Por: Bruno Cupertino

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