segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O RACISMO A BRASILEIRA(RACISMO VERDE E AMARELO)

       O RACISMO A BRASILEIRA(RACISMO VERDE E AMARELO)
Por :Raphael Mukumbi
O racismo não pode ser visto, apenas como uma forma de um simples preconceito que devera ser extinto com medidas “pacificas”. A estrutura racista compreende a uma toda sistemática social, que visa à diminuição de um individuo (ou grupo de indivíduos), pelo simples fator da cor da pele ou da origem étnica. O Brasil apresenta uma das piores formas dessa pratica que se consiste a principio da falsa aglutinação. A sociedade racista brasileira faz uma política assimilatória, onde o negro não é visto como negro (falsa democracia racial), porem sendo este destinado e localizado a margem da sociedade brasileira.

Os padrões discriminatórios implantados em solo brasileiro agiram de forma sutil e violenta, sendo muito hábil em afetar não só a estrutura física, mas a estrutura mental de sua vitimas. Muitas das pessoas que sofrem o racismo,não percebem ou fingem não perceber,e muitas fezes terminam por proferir mesmos atos racistas.Muitos chegam a se negar enquanto negros,entrando no conceito do efeito degrade da pele(quanto mais claro for,menos negro se senti).Essa é uma pura manobra de” dividir para dominar”,onde se torna de suma importância,segregar um grupo étnico,para que com isso seja mais fácil dominação  no âmbito político e social.

Não podemos nos fazer de rogados,e achar que o sucateamento da educação publica,é apenas um mero reflexo da irresponsabilidade dos órgãos governamentais. Sabe-se muito bem, que boa parte dos usuários do sistema publico de ensino, são negros e oriundos de bairros populares, E não é interessante pras classe dominantes(brancos de classe media,que esses estudantes tenham discernimento,para lutarem por seus direitos e mudarem o quadro social arcaico e colonial.
Não se pode achar também, que o racismo é apenas uma estrutura nascente de regimes capitalistas, já que em sociedades ditas comunistas como Cuba, ele também esteve presente. Durante  a Revolução Cubana na década de 50,a questão racial não era bem vista,na verdade,para os comunistas ela nem existia.Toda tentativa de debate sobre o assunto,era vista como um solvente,um engodo,e a população negra de Cuba,foi  suprimida durante o processo de governo de  Fidel Castro,da mesma forma que  era feita durante o governo do antigo presidente Fulgencio Batista.É de suma importância destacar também,que os próprios fundadores do pensamento socialista(Karl Marx,Friedrich Engels),nunca esconderam seu sentimento racista,já que tinham na escravidão de povos não arianos,um combustível para se ter a revolução proletária.Para eles,era necessário que os países europeus,invadissem,dominassem,e escravizassem os povos nativos,para que  com isso fosse possível um eventual avanço industrial,que com certeza iria causar uma revolução do proletariado.
Voltando a esfera nacional, podemos perceber a constante expurgação do negro na esfera da sociedade, principalmente nos meios artísticos e literários. Se torna interessante perceber,que durante o século XIX,época onde o Brasil procura se consolidar como nação “evoluída”,o campo literário  do Romantismo,faz questão de excluir a existência do negro na sociedade brasileira.Em vários textos e obras publicadas na época,não se encontra em nenhuma virgula a menção sobre a existência de pessoas negras.Podemos fazer uma comparação,a atitude de Ruy Barbosa,que após abolição destruiu todos os registros de entrada de negros escravizados ate a segunda metade do século XIX.Essas manobras,põem ser traduzidas como tentativas de uma limpeza étnica,já que a imagem do negro era tida(e ainda é tida ainda hoje)como imagem de atraso.Passeando um pouco mais no campo literário,iremos nos debater nas imagem marginalizadas que foram criadas do negro durante o Realismo e do Naturalismo,onde o se comparava o negro a um animal irracional,colocando principal vitima dessa manobra a mulher negra,que muito foi associada a imagem de víboras,serpentes,como se é possível ver na descrição feita da imagem da personagem  Rita Baiana no livro O cortiço de Aluisio Azevedo.
Mesmo durante o século XX, ainda era possível perceber a constante descriminação feita à imagem do negro brasileira. Mais uma vez a mulher negra mais uma vez  é vitimada em texto de escritores como Jorge Amado,que por conseqüência fomenta a imagem da mulher negra como apenas um símbolo sexual,uma maquina fogosa de fazer sexo gostoso sempre pronta para satisfazer as vontades de seus “senhores”.Escritores negros como Lima Barreto,Lino Guedes,Solano Trindade,entre outros são facilmente esquecidos ou então tem sua imagem facilmente embranquecida,como fizeram com Machado de Assis.Em um país de base colonial e arcaica,não se poderia ter um negro(mulato),como presidente da Academia Brasileira de Letras.
Ainda hoje podemos sentir a manobras sujas do racismo velado, que vão desde a criminalização de movimentos culturais de origem negra (religiões de matriz afra, funk, samba) e acrescente onda de violência que vem dizimando grande numero de jovens negros. O numero de jovens negros mortos,seja na mão
 da policia,ou na mão do trafico,supera  em grande escala o numero de mortos em uma guerra.Mesmo estando sobre diretriz de um governo supostamente de “esquerda”,a população negra brasileira, pode se ver a beira de um constante desdém do Estado diante a sua situação,Já que aparentemente não exista nenhuma medida realmente eficaz,para se reverter esse quadro de dizimação da nossa juventude.Ainda é constante os ataques e perseguições aos cultos de matriz africana,onde estas ainda são vistas como “seitas demoníacas”,ou charlatanices.

Por tanto podemos analisar que o racismo brasileiro, por ser algo “discreto”, termina sendo algo bem mais violento a te mesmo sagaz. Podemos ate notar nos nossos racistas verde e amarelos,uma pitada de sarcasmo ao proferir a idéia de não existência de racismo,ou ate mesma a não existência do povo negro brasileiro.O racista brasileiro,não gostam de Adolf Hitler ou de Gobineau,mas agem de forma similar,ou ate mesmo pior



                        
                                                                                     Raphael Mukumbi


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